A tecnologia no setor portuário


Fonte Atribuna 02/02/2020

O avanço da tecnologia em toda a sociedade impacta a área portuária. Isto é possível notar nas mudanças ao longo dos anos no perfil dos profissionais do setor, no funcionamento das operações e nas iniciativas adotadas pelos terminais e pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a autoridade portuária de Santos, para acompanhar a modernização.

Se antigamente a predominância dos empregos era do trabalho braçal, hoje a realidade se mostra diferente: a prioridade é a contratação do profissional que tenha afinidade com tecnologias, amplos conhecimentos do setor portuário e ao menos o Ensino Superior completo, além de cursos técnicos e domínio de outros idiomas.

Na tentativa de implementar as ferramentas tecnológicas, o Porto de Santos apoia os hackathons, maratonas voltadas ao desenvolvimento tecnológico. As inovações e soluções criativas propostas por profissionais de diversas áreas podem se transformar em projetos concretos para resolver problemas do cais santista.

Os terminais já possuem câmeras de alta resolução, sensores, inspeção a distância, leitura de lacres de forma digital, sistemas e aplicativos para diversos processos que aumentam a segurança e produtividade.

A desburocratização também é outra aposta do complexo. No ano passado, a Docas aderiu ao Porto Sem Papel (PSP). Ao divulgar a adoção da medida, a companhia afirmou que o sistema eliminará o trâmite de cerca de 1,8 milhão de impressos por ano e agilizará o fluxo de informações para atracações no complexo santista.

Recentemente, o Porto de Santos foi um dos escolhidos pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, ligada ao Ministério da Infraestrutura, para implantar o sistema tecnológico de integração de dados do comércio marítimo chamado Port Community Systems (PCS).

O projeto, que também será implantado em portos da Índia, da Argentina e do Chile, visa facilitar o acesso aos dados e agilizar processos do comércio exterior.

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