Governo busca aumentar o comércio exterior do Brasil


22/11/2019
O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Prado Troyjo, disse que nos últimos 40 anos houve uma “cacofonia” na política econômica, com ministros de um mesmo governo atuando de maneiras diferentes – o que, segundo ele, se refletiu na política externa. Agora, afirmou, o sentido é um só: o do liberalismo econômico, com aumento do comércio exterior.
O secretário participou de seminário sobre política externa organizado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (21).
Troyjo disse que o Brasil tem uma soma de importações e exportações de 25% do Produto Interno Bruto, enquanto países como China, Japão e Chile têm mais de 40%.
“O Brasil é um país muito ensimesmado. Nós exportamos muito pouco. Das economias do G-20, nós somos o país que menos exporta, levando em conta a relação das exportações em relação ao PIB. E somos o país que menos importa”, afirmou.
Por esse raciocínio, o secretário acredita que não é tão importante o resultado da balança comercial de outubro, que mostrou que as exportações superaram as importações em apenas US$ 1,2 bilhão, o pior resultado dos últimos 5 anos.
Marcos Troyjo disse ainda que o Brasil vai buscar mais resultados no Mercosul. Segundo ele, entre 2003 e 2016, o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai funcionou de maneira ideológica.
“Nós não vamos nos permitir, como em outras ocasiões, trafegar em velocidade de comboio, em que a velocidade de todos é determinada pela velocidade do mais lento.”
Sem barreiras ideológicas
Tanto o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores, quanto o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmaram que o governo atual não tem barreiras ideológicas. Eduardo Bolsonaro disse que o governo está “consertando a bússola”.
“Saindo de um eixo que privilegiava vizinhos sul-americanos e indo se associar àquilo que há de melhor e mais desenvolvido no mundo. Isso faz parte da campanha de 2018 do presidente eleito Jair Bolsonaro.”
Eduardo Bolsonaro explicou que existe uma relação de amizade com os Estados Unidos, mas que não existe “alinhamento a qualquer custo”. Também afirmou que o Brasil vai ter uma relação pragmática com a Argentina, onde o atual presidente, Mauricio Macri, preferido por Bolsonaro, perdeu recentemente as eleições para Alberto Fernández.
O ministro Ernesto Araújo afirmou que, no passado, prevaleceu um “indiferentismo” em relação ao destino dos países vizinhos.
“Nós acreditamos que o Brasil tem um compromisso, tem a obrigação de contribuir para que a região caminhe para o lado da democracia, da liberdade política e da liberdade econômica. O socialismo do século 21 foi repudiado pelo povo brasileiro e não podemos fechar os olhos para a tentativa de reinstalá-lo ao redor da região.”
OCDE
Sobre a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 36 países desenvolvidos, Carlos Eduardo Abijaodi, da Confederação Nacional da Indústria, disse que o país cumpre 32% das exigências para se unir ao bloco.
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