Ilan Goldfajn destaca crescimento contínuo da economia e defende autonomia do Banco Central


Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira (5), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que a economia brasileira vem crescendo de forma contínua desde o começo de 2017. Diante dos senadores, Ilan voltou a defender a aprovação de projeto que garante autonomia ao Banco Central.

A proposta em tramitação no Congresso Nacional prevê a fixação de mantados para presidente e diretoria da instituição, não coincidentes com o do presidente da República. De acordo com Ilan, isso ajudaria no crescimento sustentado da economia brasileira.

“O crescimento de 0,8% [no terceiro trimestre deste ano] é o sétimo positivo, um comportamento que não observamos desde 2011. A recuperação é gradual, as taxas não são muito elevadas, mas tem sido positiva em todos os trimestres. Isso nos dá o conforto que vamos continuar crescendo de forma consistente”, declarou.

O presidente do Banco Central observou na audiência pública que é preciso criar instituições que dependam menos de pessoas e mais de regras. Ilan vem defendendo a autonomia do BC desde que assumiu o comando da autoridade monetária, em 2016, no governo Michel Temer. No mês passado, ele já havia defendido em uma reunião com parlamentares a aprovação da proposta ainda neste ano.

A equipe de transição do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro também indicou que quer a aprovação do projeto de autonomia do Banco Central em 2018.

Sucessor

Ilan Goldfajn reafirmou que permanecerá no cargo até que o Senado aprecie o nome do indicado para sucedê-lo, Roberto Campos Neto, nos próximos meses. Para poder assumir o BC, Campos Neto será sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal e terá de ter seu nome aprovado. Também precisará passar pelo crivo do plenário da Casa.

Sobre o cenário externo, Goldfajn avaliou que ele é “desafiador”, por conta do cenário de alta dos juros nas economias mais desenvolvidas, com possível retirada de recursos de mercados emergentes e consequente pressão de alta na taxa de câmbio, e também devido às tensões comerciais. Acresentou, porém, que a economia brasileira tem “amortecedores robustos”.

“Temos investimentos estrangeiro direto, déficits em conta corrente [das contas externas] pequenos, inflação baixa, reservas internacionais [acima de US$ 380 bilhões]. Temos vários instrumentos à disposição do BC e amortecedores para enfrentar choques externos e internos”, concluiu o presidente do Banco Central.

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/05/ilan-goldfajn-destaca-crescimento-continuo-da-economia-e-defende-autonomia-do-bc.ghtml

“DIVULGAÇÃO DE CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO, SEM FINALIDADE ECONÔMICA OU COMERCIAL”.

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